Direito de Concurso

CEBRASPE e a Injustiça no Exame Médico da Polícia Científica PE 2016: Quem Paga a Conta da Ilegalidade?

Rodrigo Almendra

É revoltante ver a forma como a Administração Pública e suas bancas examinadoras, como o CEBRASPE, tratam os candidatos aprovados. A eliminação indevida em fases como o exame médico, no Concurso SDS/PE – Polícia Científica de 2016, não é apenas um erro burocrático; é uma injustiça que destrói sonhos e projetos de vida. O candidato, que dedicou tempo e recursos, é sumariamente descartado por um ato ilegal.

A tese jurídica é clara: a banca, ao dar causa à necessidade de intervenção judicial para corrigir sua própria falha, deve ser responsabilizada. Não é aceitável que o CEBRASPE, sob o manto de sua natureza jurídica, se exima de arcar com os custos processuais. A sucumbência é devida, e a fixação do valor da causa com base em 12 remunerações do cargo pretendido é uma medida justa que reflete o real impacto econômico e moral da eliminação. O Judiciário tem o dever de coibir essa postura abusiva.

O sofrimento de ser considerado inapto, quando se está apto, é imensurável. A lei está do lado do candidato. A responsabilidade processual da banca é inegável. Por isso, a manutenção da condenação do CEBRASPE em honorários é imperativa, e sua majoração é o mínimo que se espera para compensar a luta judicial imposta ao candidato.

Se você foi vítima de uma eliminação injusta no exame médico ou em qualquer outra fase do seu concurso, não se cale! Busque imediatamente a orientação de um advogado especialista em Direito de Concurso Público. A sua aprovação e o seu futuro não podem ser roubados pela inércia ou pelo erro da Administração. Lute pelo seu direito!